Educação financeira – comportamento ou números

Educação financeira – comportamento ou números

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Educação financeira – comportamento ou números

Tenho visto muitas pessoas tratarem o tema educação financeira como sendo relacionado a matemática financeira e números, o ponto alto foi o Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece caminhos para as escolas. Nela se colocou como necessária a abordagem de conceitos básicos de economia e finanças, como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um investimento) e impostos.

A priori, essa obrigatoriedade e definição parece um grande avanço, mas esconde um grande erro, para não dizer preconceito das pessoas ao lidar com um tema primordial, que é a educação financeira. Por anos temos vistos as pessoas pensarem que o uso correto do dinheiro está apenas relacionando com cálculos matemáticos. Não que esses não sejam relevantes, mas a questão é que temos que considerar outros fundamentos complementares do ensinar educação financeira.

É comprovado por meio de estudos universitários e até mesmo pesquisas, que o entendimento do tema está muito associado ao comportamento, englobando assim conceitos muito mais amplos. Um simples exemplo, educação financeira está diretamente relacionada ao consumo consciente, com uso consciente de recursos naturais, como a energia elétrica, entre outros conceitos.

Tenho tido experiência na aplicação da educação financeira nas escolas de forma diferenciada e os resultados estão sendo surpreendente. As relações estabelecidas são vivenciais, estruturadas de acordo com a faixa etária da criança e possuem materiais com conteúdo lúdicos, dinâmicos e atrativos.

Assim os alunos recebem, por meio do comportamento, as primeiras noções sobre o que é viver em uma sociedade movida pela questão financeira e de que forma podem, desde cedo, ter uma vida mais próspera e feliz.

Outro ponto importante é que ao ser implantada de forma comportamental, a educação financeira pode ser utilizada de forma interdisciplinar. Por isso, além de contarem com os tradicionais livros dos professores, as equipes que irão trabalhar com os conteúdos como jogos e atividades extras.

Acredito que, estabelecer a educação financeira no BNCC é um avanço, mas é necessária uma maior percepção por parte de quem irá implantar. Não excluído a ciência exata, mas potencializando o caráter comportamental. É por meio do equilíbrio das finanças e da possibilidade de realizar sonhos por intermédio de uma mudança de comportamento que os alunos irão se interessar na educação financeira.

(Fonte:São Paulo para Crianças)

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