5 bons conselhos de educação financeira para a vida toda

5 bons conselhos de educação financeira para a vida toda

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5 bons conselhos de educação financeira para a vida toda

Eu sou um grande entusiasta do aprendizado através das histórias pessoais. Pensando nisso, me lembrei de 5 bons conselhos de educação financeira que ouvi e aprendi ao longo de minha jornada, mas que são comuns também a muitos investidores que admiro e com quem sigo aprendendo.

Ah, mas se conselho fosse realmente bom não seria dado, seria vendido, não é mesmo? Pois é, quando pensei nestes 5 bons conselhos de educação financeira, confesso que relutei um pouco em compartilhá-los, mas decidi escrever este material porque as recomendações são sérias e práticas.

Antes de partirmos para o que eu aprendi durante os quase 20 anos como investidor no mercado financeiro, um alerta sobre conselhos: qualquer um pode escrevê-los de forma convincente, mesmo sem ser um especialista. Histórias pessoais, lembra? Pois é, quanto alguém de fato faz o que diz é mais importante do que o que ela diz.

Conselho 1: Pense e planeje o longo prazo

Conheço muitas pessoas que ficam literalmente paralisadas diante do falso dilema entre “preciso guardar dinheiro” e “só se vive uma vez”. Pensar só no que acontece agora é muito mais fácil e natural, mas pode ser também perigoso.

A ideia de que viver é arriscado é muito importante para aprendermos a encarar diversos desafios com respeito e apesar do medo, mas isso não significa que você não deve pensar e planejar o longo prazo. Por quê? Porque nós nunca vivemos tanto, e tão bem.

A expectativa vida hoje já beira os 80 anos em média para o brasileiro, passando amplamente disso em outros lugares. Planejadores financeiros de países como Estados Unidos e Japão já usam 100 anos como uma idade comum para traçar estratégias de investimento para o longo prazo. Exagero?

O mais importante é não subestimar a probabilidade de você estar vivo daqui 20, 30 ou 40 anos (ou mais ainda). É óbvio que não se trata de deixar de usar o dinheiro hoje, mas de também pensar em como será o seu padrão de vida ao longo de todos estes anos que você ainda vai viver.

Conselho 2: Cuidado com o ruído (ou tenha sua própria estratégia)

Ao longo de sua jornada investidora, você ouvirá bons conselhos de educação financeira, mas também muito palpite e sugestões absolutamente furadas. Não por má fé, o que também acontece, mas por ingenuidade e desconhecimento.

As pessoas adoram falar do que parece incrível como se elas já fossem incríveis só por estarem falando daquilo. O hype do momento são os investimentos de risco, seja em criptoativos, bolsa de valores ou startups. Eu chamo de hype não de forma pejorativa, mas como um alerta.

Quanto mais gente tem contato com determinadas alternativas de investimento, mais elas devem aprender sobre elas para, assim, criarem suas próprias estratégias de investimento. Mais do que isso, é preciso saber explicar a razão para uma escolha financeira e não vale o “porque está todo mundo comprando”.

Você deve ser capaz de criar sua carteira de investimentos e definir como ela será rebalanceada de tempos em tempos, evitando assim os ruídos muito comuns em crises (e logo depois delas) e, principalmente, os palpiteiros que sempre vão tentar provar que sabem qual vai ser a próxima ação a bombar.

Quer dizer que não devo comprar relatórios e acompanhar vídeos e discussões sobre ativos na Internet? Opa, claro que deve. Você só não pode achar que copiando essas estratégias você tem alguma espécie de garantia de sucesso. Aprender, testar, errar e evoluir é parte da vida de qualquer bom investidor.

Conselho 3: Tenha mais de uma fonte de renda

Quando somos assalariados, pensar na questão da geração de renda é um pouco mais simples. Eu trabalho para uma empresa, agrego valor aos seus processos, produtos e serviços e sou pago por isso. Troco meu tempo por um salário, que pode aumentar com mais responsabilidades e melhores resultados.

Mas, o que garante que sua carreira será assim para sempre? Nada, e você sabe disso. Claro que ser um bom profissional, com boa formação e muita experiência vai lhe garantir empregabilidade (e isso é mais importante que emprego). Ainda assim, você depende de existir trabalho e uma vaga.

A ideia de criar fontes de renda extra é simples: você pode ajustar seu padrão de vida e seus investimentos de maneira que consiga atravessar períodos de crise com mais calma ou até mesmo passar um tempo se mantendo sem trabalho, justamente enquanto tenta se recolocar (ou se reinventar).

Diminuir o ritmo e desenvolver uma atividade mais interessante para você também são vantagens de quem consegue ter múltiplas fontes de renda, principalmente se elas forem passivas. Pense em dividendos, renda de aluguel, direitos autorais e sociedade em novos negócios.

Conselho 4: Procure ajuda sempre que precisar

Não pense que você vai conseguir aprender tudo sozinho, com os melhores cursos online ou livros. Nada na vida funciona assim, não quando se trata de habilidades e decisões que você precisa tomar diariamente e ao longo de tanto tempo.

Os bons conselhos de educação financeira são, em parte, uma contribuição de outros profissionais e investidores que você admira, mas eles também recebem conselhos de outras pessoas e estão sempre em contato com o mercado.

Procure ajuda sempre que julgar necessário. Pode ser apenas para entender o que é determinado ativo, mas também pode ser que você queira rever todo o seu patrimônio – e receber opiniões diferentes, de pessoas que você admira e que têm histórico ao seu lado pode fazer sentido.

Cuidado com os julgamentos. Você não deve procurar aprovação para suas decisões, mas visões sinceras e honestas sobre o que você tem feito (ou deseja fazer). Algumas opiniões poderão frustrá-lo, mas lembre-se que isso também faz parte. Só aprende e cresce quem realmente valoriza a ajuda que recebe; e quem pede por ela.

Conselho 5: Assuma a responsabilidade pelos seus erros e faça algo rápido

Seu dinheiro, suas regras. Suas escolhas, suas consequências. Não existe garantia de sucesso no mercado financeiro, nem tampouco investimento sem risco. O que existe é uma infinidade de possibilidades que devem ser combinadas com o correto gerenciamento de risco.

Você vai perder dinheiro ao começar a investir em alternativas de investimento mais arrojadas. Os bons conselhos de educação financeira precisam lembrar você disso com frequência. Mas não importa muito perder dinheiro, desde que você entenda o que aconteceu e aprenda com a experiência.

O objetivo é vencer a si mesmo para alcançar suas metas, portanto cuidado também com as comparações. Assuma as responsabilidades por suas decisões e lide com as consequências de forma madura. Até mesmo Warren Buffett errou (e ainda erra), então cuidado ao interpretar alguns de seus ensinamentos.

Quando ele diz que só existem duas regras para investir, o clássico “1) Nunca perder dinheiro; e 2) Nunca se esquecer da regra número um”, ele quer dizer que você deve ser capaz de tomar suas decisões de maneira consciente, fazendo seu melhor para proteger e multiplicar seu patrimônio.

É assim: errar não costuma ser opcional – eu não conheço nenhum investidor que só tenha acertado na vida. Aprender com o erro, ah sim, isso sempre será uma escolha. Rever a estratégia, investir mais tempo nela e por aí vai, isso sempre será possível e desejável.

Conclusão

Você vai aprender sempre muito, com muita gente. Isso se prestar atenção aos detalhes que envolvem o que cada um dos seus mentores realmente faz diante dos desafios e enquanto criam oportunidades. Conselhos de educação financeira só fazem sentido quando são, antes, caminhos experimentados (ou tentados).

Sempre desconfie de todo e qualquer conselho, afinal mesmo que ele tenha sido parte de uma experiência real, pode não fazer sentido para o seu estilo de vida, interesses e até mesmo realidade financeira. Escute. Preste atenção. Mas aprenda a filtrar.

Finalmente, valorize o aprendizado acima de tudo. Aprender pode ser incrível quando você tem a oportunidade de se aconselhar com pessoas mais experientes, mas para isso é preciso ser humilde o suficiente para aceitar que mesmo quem ensina não sabe ao certo se o que ensina deveria ser ensinado. Absorver é diferente de imitar.

(Fonte: Dinheirama)

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