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Vai assistir jogos da Copa no trabalho? Confira o que você pode e não pode fazer

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Vai assistir jogos da Copa no trabalho? Confira o que você pode e não pode fazer

Tratando-se de Copa do Mundo , nem tudo está perdido. Pelo contrário. Duas especialistas consultadas pela redação do Brasil Econômico garantem que tanto chefes quanto funcionários podem aproveitar o Mundial para trazer reflexos positivos para o trabalho.

Confira abaixo a explicação sobre os direitos e deveres de empregados e empregadores nesse período de Copa e dicas de como usar a oportunidade para impulsionar a carreira.

Direitos e deveres

De modo geral, apesar da Copa do Mundo ser um evento muito importante para grande parte dos brasileiros, não há nenhuma lei, decreto ou nada do tipo que obrigue empresas, bancos ou o comércio em geral a mudar o horário normal de funcionamento. De qualquer forma, a maioria dos locais segue a tradição e faz algum tipo de acordo mais flexível entre funcionários e patrões para facilitar o acompanhamento dos jogos do Brasil.

Sendo assim, Fernanda Talarico, advogada trabalhista do escritório de advocacia Machado Rodante, alerta que por se tratar de um acordo de cavalheiros deve prevalescer o bom senso. "Cabe a empresa deixar claro aos funcionários o que será permitido ou não. Se for autorizado pela empresa que os funcionários parem de trabalhar no horário do jogo para torcer, então tudo bem", afirma.

A advogada, porém, alerta que "quanto a beber, torcer e gritar durante os jogos no trabalho, vai depender muito da política da empresa e das regras para a Copa do Mundo. Não há direitos e deveres explícitos ou obrigatórios para essa ocasião, desde que tudo esteja dentro das regras estabelecidas pela empresa para os dias de jogo, então tudo bem."

Um outro ponto que levanta dúvidas nesse período de Copa é em relação à dispensa do trabalho nos dias de jogos do Brasil. Nesse caso, porém, diferente do mundial de 2014 realizado no Brasil em que diversas prefeitura proclamaram feriados ou pontos facultativos no dia de jogos na própria cidade, em 2018 isso não deve acontecer o que desobriga as empresas a fazer qualquer programação especial.

"Ainda é possível que algumas cidades decretem ponto facultativo, mas neste caso, a empresa não é obrigada nem a permitir que os empregados façam horários alternativos nem a providenciar televisões para transmitir o jogo no local de trabalho. A decisão de abrir exceção ou não vai de acordo com os interesses de cada instituição", alerta Fernanda.

A especialista ainda chama a atenção para duas "soluções" encontradas por funcionários que podem acabar se tornando problemas: assistir ao jogo "clandestinamente" ou "arranjar um atestado".

No primeiro caso, "se a empresa não tiver permitido assistir aos jogos e os funcionários foram pego assistindo, ele poderá ser punido ou advertido, mas não cabe demissão por justa causa". Já no segundo caso, "independnetemente do momento, seja Copa do Mundo ou não, todo atestado deve ser verificado pelo departamento de RH e, caso o documento seja autêntico, não há motivo para punição", mas caso o atestado seja falso, bem, há sanções legais previstas em lei para quem falsifica documentos e a demissão seria só um dos problemas.

Dicas

Cientes do que a lei garante ou deixar de garantir em ocasiões especiais como a Copa do Mundo, agora chegou a hora de procurarmos saber o que é de bom tom, o que a etiqueta indica para momentos como esse.

A professora Lurdinha Machado que é coach especialista em liderança e RH tem uma visão otimista da ocasião e garante "nesses momentos, tanto líderes quanto funcionários podem aproveitar a oportunidade".

Segundo a professora, o Mundial é mais do que um happy hour ou uma simples confraternização, "na verdade, o espírito de Copa vai um pouco além. As pessoas se sentem muito unidas e é como se não existisse mais hierarquia ou diferenças individuais, estão todos juntos nesse momento."

Ela, porém, alerta que isso "exige um certo cuidado, pois ao final da partida as coisas voltam ao normal. Funções e posições profissionais voltam a ser as mesmas, o profissional terá as mesmas atribuições e não deve confundir isso ou usar deste evento isolado para se beneficiar de alguma forma."

Especialista em liderança, Lurdinha também chama atenção para o fato de que, por se tratar de uma competição, "pode haver algum atrito ou brincadeira durante o jogo que as pessoas não se sintam bem ou compreenda com tranquilidade. Por esse motivo, é muito importante que as pessoas se preparem e tenham cautela". Ela relembra que a Copa "é um momento de descontração, para curtir, vibrar, ficar feliz e não para causar algum tipo de mal-estar tanto durante quanto depois das partidas."

Do ponto de vista profissional, a coach também relembra que "a melhor forma de você observar uma pessoa e de perder pontos ou ganhar pontos, acontece justamente em momentos de muita euforia". Ela destaca que inteligência e controle emocional estão sendo observados a todo momento quando se trata de empresa, equipe e desempenho. E encerra dizendo:

"Saiba seus limites. Respeite a cultura da empresa e as regras que foram colocadas para os dias da Copa do Mundo. Mantenha-se concentrado e focado nos demais momentos, afinal, é necessário cumprir os afazeres do dia, as metas da semana ou qualquer solicitação vinda da empresa. Há tempo para tudo, basta saber equilibrar o trabalho e os momentos de descontração."

(Fonte: Economia IG)

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